D. — método poético aplicado à deriva filosófico-científica em fusão com a fotografia
D. — título reservado por enquanto — é o 4º livro, um terreno poético movediço entre a filosofia, a ciência, a literatura e a fotografia. terreno que se move enquanto gesto político de escavação dos alicerces e colas ficcionais do antropoceno e de contaminação poética subterrânea.
o livro anda em três planos simultâneos, que ora se cruzam como tremcomboios em direções opostas, ora se ecoam ou convocam de longe. num plano, derivam em crescendo os ensaios filosófico-poéticos afundando nas origens da vida — biológica, consciencial, poética —, nas vertigens físico-astro-quânticas do tempo, da memória e da percepção, e nos destinos e paradigmas ficcionais da civilização humana; noutro plano, acendem-se (80) fotografias a tensionar os contornos das palavras e da realidade; num terceiro plano, uma ficção-espelho.
método poético: onde a linguagem não regist(r)a o pensamento, antes o produz e conduz.
ao longo do livro, há, progressivamente, uma fricção cada vez maior entre o cósmico e o urbano, e a arte — posta como dispositivo não de representação mas de contaminação da cidade.
e, atravessando-o como estática de fundo, há um fio intimamente humano a pensar a dimensão do encontro — no amor, na amizade, na criação artística — diante do desmonte coletivo em camadas.
é uma obra ainda intermitente. começou sua aparição através de alguns filmepoemas dispersos da órbita, em breve aparecerá na forma de um fragmento, ou livro-satélite (mas com vida própria), publicado pela editora norte-americana Sputnik & Fizzle e, finalmente, chegará no seu corpo integral — e no meu próprio corpo em performance.
mais notícias em breve.
