nasço no outono, em Portugal. é madrugada de uma sexta-feira, dia de Venus, ou do amor. faço-me poeta perante a insuficiência, a aridez, uma certa melancolia — o que não constitui uma distinção.

de origem parte do Ribatejo, parte da Beira Baixa, estudo Direito em Lisboa em meio às noites de fado, depois aventuro-me a leste, vivo um tempo em Bucareste, onde estudo Língua e Literatura Romena, e também Tradução Literária, além de aí concluir o último ano de Direito, quando eis que atravesso o Atlântico rumo ao sul, no virar de 2009 para 2010, para viver no Rio de Janeiro, onde me entrego ao estudo e ao ofício do Teatro.

na literatura, traduzo do romeno os romances O regresso do hooligan [ed. ASA, Portugal], de Norman Manea, e Lisboa para sempre [ed. Thesaurus, Brasil], de Mihai Zamfir.

meu livro, outono azul a sul, de dezembro de 2018, lançado simultaneamente em Portugal e no Brasil pela editora Urutau, é travessia[s], é clandestinidade[s]  sobre estar num lugar de erro entre os dois lados do Atlântico.

algumas trocas bonitas acontecem. videopoemas do livro são expostos no Hyderabad Literary Festival, na Índia, em janeiro de 2019. poemas do livro são publicados também nas revistas Palavra Comum [Galiza], InComunidade [Portugal], São Paulo Review, Mallarmargens e Plástico Bolha [Brasil]. e sou chamada para participar da Flipoços 2019, que tem o tema 'literatura sem fronteiras' [bem a propósito].

/ outono azul a sul tem um prelongamento fotonarrativo no instagram @caliboreaz — recurso dinâmico que complementa o livro com as imagens que o inspiraram e as que seguem precedendo novas escritas \




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